Ah, essa ninguém vai acreditar...
Estava eu ontem a fim de tomar aquela cervejinha da happy hour depois de um dia de gravação que começou às cinco da matina quando fui parar em um bar aqui de Natal chamado Potibar, em Ponta Negra.
Na tv, Libertadores da América: Sport e Palmeiras.
Como boa nordestina e corinthiana, me bandeei para os Sportistas de plantão que não eram muitos.
Piadinhas para cá, piadinhas para lá, torcidas animadas e eu também quando, que beleza, o Sport faz um gol.
Sorte do Sport, azar o meu.
Começou, então, um disparate de homens subhumanos, gritando e urrando como bichos transtornados. Talvez por terem quando crianças algum trauma materno, talvez um fora de alguma mulher abale a cabeça de alguns, talvez os gordos, feios e fedidos vejam só na brabeza o único estilo de vida possível ou talvez, e por última explicação, uma comida de rabo mal dada.
Eu não sei de onde surge esta vontade extravagante de quererem se achar os donos do pedaço, usando toda a testosterona possível para serem notados de alguma forma como por exemplo, jogando copos de vidro, latas, virando mesas, xingando minha mãe de todos os nomes possíveis como se eu tivesse algum curso de arbitragem em meu currículo.
Por força do destino e de todos os meus Orishas, quando o troglodita-mor - aquele que deu a bunda e levou um fora -arremessou uma cadeira do bar na minha direção, talvez por eu ser assim linda, gostosa e inteligente e ter o livre arbítrio de não torcer pela porcaria do time dele, naquele instante em que eu possivelmente iria cair desmaiada, com o rosto arrombado ou algo do nível, um anjo palmerense que assim como todas as pessoas normais da face da Terra que não gosta de violência entrou em minha frente e levou a cadeirada por mim.
É inacreditável este ocorrido.
Pensei chamar a polícia, desisti.
Pensei em chamar o dono do bar - pasmem! - me disseram que era o corno veado da cadeira.
A turma queria ir embora, mas o meu orgulho de gente estava ferido, transtornado, era impossível acreditar que aquilo realmente havia acontecido.
Fiquei sem ação. Resolvi beber e me vingar da maneira que mais gosto: na unha!
Dancei ao som de hinos do Porcão na versão funk, samba, brega, sertanejo e o diabo a quatro, linda e ruiva matei aqueles que queriam me agredir com o gingado de quem é feliz, de quem é da paz e quer da vida alegrias, abracei meu anjo da guarda verde que me salvou, outros vieram pedir desculpas e dizer que estes atos degradantes não são de muitos, ganhei uma cerveja do garçom por conta dele mesmo e pro corno-veado-demente que precisa mostrar para os outros homems que é macho, sim, porque mulher gosta de homens gentis e possivelmente amáveis, deixei um lindo sorriso e o maior de todos estendido ao alto na esperança de comunicação através da linguística de um dos poucos gestos que ele deve entender bem.
É de uma perplexidade inexplicável como alguns animais desenvolvem aparência de gente e saem andando pelas ruas.

5 comentários:
ai mulheeeer, que rolé uooo, ahuahua
que bar foi esse pra eu nunca ir?
=P
Amigaaaa, é isso aí! Esses porquinhos verdes precisam mesmo assistir ao filme do babe. Mas como estava lá com vc e vivenciei tudinho, tenho que deixar meu protesto aqui registrado... pois... é isso mesmo PORCOS, BIXOS, ESCROTOS, que infelizmente saem dos esgotos tronchos para atormentar a sociedade, eles existem em massa!]lamentável! Mas o lindo e mágico kkkkk E mais, nos divertimos muito mais que eles e ainda saímos sorrinnnndo, felizes, dançacndo, uhuuuuuu AS ÁRVORES SOMOS NOZES!!!!!
Atchiiim!!
Foi Lamentável...
Compartilho esse protesto como um sobrevivente deste ataque infame.
Como bom rubro-negro da ilha que eu sou, sofri muito com todo o jogo. Como estava com a camisa estampada no peito, sabia que era alvo fácil destes animais. Mas não me intimidei. Afinal, vivemos em uma democracia, ou não?
Eu, em minha humilde opinião, acho q isso é falta de Bu#%$¨!! mal de quem não come ninguem, ai fica estressado. Como aqueles puldo toy que são super surtados, pq n não enviam o dedo (neste caso a pata) no bolo!
Saudaçoes rubro-negras.
Pelo Sport tudo!
NADAAAAAAAAAA
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Isso aí João, já tinha diagnosticado a maldição dos porquinhos, mas com certeza não poderia ajudá-los
Gostaria apenas de manifestar minha indignação pelo comportamento de uma minoria presente no bar e corrigir a informação do post que o homem da cadeira seria o dono do bar. Eu, Daniel freitas, sou o proprietário e, portanto, peço desculpas.
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